Texto do dia: se a senciência é o que importa, por que há males que não afetam as experiências?

Imagine o caso de alguém que é violentado enquanto está inconsciente e, quando acorda, não se lembra de nada. Esse alguém foi prejudicado mesmo que o ato não a tenha causado sofrimento nem a tenha impedido de desfrutar experiências positivas? Se sim, isso mostra que há algo de errado com o critério da senciência? Ou será que casos assim questionam apenas uma teoria específica sobre as condições nas quais os seres sencientes são prejudicados? Será que, para explicar o prejuízo nesse caso, não é necessário apelar à senciência? Essas questões são discutidas no texto a seguir.

Se a senciência é o que importa, por que há males que não afetam as experiências?